Em sua vida, você já se arrependeu de algo que não tenha feito? Qual o seu maior arrependimento?
Quem deixou para comercializar a safra de soja após a colheita, pode não ter feito um bom negócio, pois os preços caíram. Com cotação avaliada entre 16 e 17 dólares a saca de 60 quilos, o produtor do médio e norte do estado que teve algum lucro, segundo informações, comercializou a safra 2009/2010 nos meses de outubro e novembro do ano passado.
Hoje em Lucas do Rio Verde a saca de 60 quilos está sendo comercializada a R$ 26,00, e em Sinop a R$ 25,20, bem abaixo da expectativa do produtor.
Em entrevista ao ExpressoMT, Jaime Binsfeld, Diretor Comercial de Grãos da Fiagril, disse que o preço praticado nos meses de janeiro e fevereiro desse ano estão aproximadamente 35% abaixo dos valores praticados no mesmo período do ano passado.
“Esse fator é por conta do câmbio. Ano passado o dólar nesse período estava cotado a R$2,00, R$2,20, e esse ano está entre R$1,80 e R$1,88. É por conta disso que a comercialização está parada”, afirma ele.
Para Binsfeld, esse não é o momento ideal para o produtor comercializar a produção, “Vai depender da situação de cada um: para o produtor que precisar pagar as contas fixadas em dólar, esses com certeza terão que vender, mas quem tiver condição de esperar, deve estender essa fixação”, recomenda.
Os produtores que optarem por segurar a soja, explica Jaime, devem ficar atentos e vender o produto no momento certo, pois o mercado mostra sinais de sazonalidade comercial com repiques de preços.
Estima-se que o mundo tem hoje um excedente - comparativamente às safras anteriores - calculado em cerca de quarenta milhões de toneladas, o que ocasionou uma oferta excepcional do produto e a consequente redução dos preços para a safra brasileira.
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