Em sua vida, você já se arrependeu de algo que não tenha feito? Qual o seu maior arrependimento?
A tática foi esperar a saída de todos os ocupantes das celas para o banho de sol, nas primeiras horas da manhã da quarta-feira de cinzas. Foram mais e vinte golpes de chucho (pedaço de ferro afiado numa ponta e com proteção de pano na outra) contra o corpo de Mário Sérgio Pereira, de 23 anos de idade, que não teve tempo algum de defesa, ou mesmo de fuga do ataque. O autor dos golpes foi Andrei Ariel de Lima, de 19 anos, filho da mulher que foi assassinada pela própria vitima, no domingo de carnaval, no centro de Nova Ubiratã. “O filho que vingou a mãe”, foram palavras de ordem dentro do Centro de Ressocialização de Sorriso.
Andrei estava preso a pelo menos três meses, acusado de roubo
Ao ser indagado, ainda na cela da Delegacia de Polícia, sobre quem era a vítima de uma facada desferida abaixo da axila, ele foi taxativo e respondeu de bate pronto. “Era uma noiada, sem vergonha e sem moral”.
Mário Sergio morreu na hora pela violência dos golpes impiedosos, em várias partes do corpo. Um destes, onde o chucho ficou enterrado, exatamente no local onde a mãe levou a facada.
Segundo a PM, o assassino teria encarado o filho da mulher morta. “Matei tua mãe e se for preciso mato você também”, teria ele falado, no rosto do jovem que mais tarde agiria em defesa da memória de sua mãe. Andrei foi encaminhado para a Delegacia de Polícia, enquanto a Perícia Técnica estava sendo aguardada para necropsia no corpo de Mario Sérgio. “Estava assistindo as cenas gravadas no sistema de segurança e superficialmente pode-se perceber mais de vinte golpes, todos com tremenda violência”, confessou a diretora do CRS - Centro de Ressocialização de Sorriso -, Eliane Vieira. Quanto à arma artesanal, a diretora confessou que existe uma dificuldade muito grande de controle.
“Por ser um período crítico, esta época de carnaval tomamos a precaução de revistar todas as celas, quando encontramos um aparelho celular, mas nada mais, e de repente acontece este fato inesperado”, salientou.
Ela também detalhou que “os detentos conseguem arrancar os pedaços de ferro das paredes ou de suas camas e, de uma hora para outra, estas armas são fabricadas”, salientou Eliane Vieira.
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comentários
Carlos Alberto comentou em 24-02-2010 às 21:12
Por que a diretora do presidio está condenando antecipadamente antes do juri popular o rapaz? Porque ela deixou os dois juntos na mesma cela?
indignado comentou em 24-02-2010 às 21:02
Então senhora diretora, porque a administração da cadeia foi omissa deixando os dois homens juntos na mesma cela? Porque será que agora querem jogar o rapaz na cadeia de ferrugem ou em Cuiabá? Querem agora profissionalizá-lo na arte do crime?
partipaçao comentou em 24-02-2010 às 15:31
apenas esse garoto ficou revoltado.
desconhecido comentou em 19-02-2010 às 00:14
Parabéns Fernando Luis, esta matéria revela que a polícia no presidio já sabia o que se passava. Por que a direção não tomou medidas preventivas para evitar essa tragédia?
Eduardo comentou em 18-02-2010 às 19:03
Isso cabe recurso.
Um bom Advogado pode pedir indenizacao do estado pelo fato ocorrido. No Brasil nem tem pena de morte, este homem foi julgado e morto no mesmo dia.
joao batista comentou em 17-02-2010 às 23:42
Este rapaz não matou seu desafeto sozinho! Esta história esta mal contada!
Santelmo comentou em 17-02-2010 às 16:53
Infelizmente os presos tem sua própria lei...e às vezes é a lei de Talião "olho por olho e dente por dente"Que Deus o perdoe pelos seus erros..Não há vitoriosos..vingado e vingador acabaram com suas vidas