Em sua vida, você já se arrependeu de algo que não tenha feito? Qual o seu maior arrependimento?
Acusadas de violação de sigilo funcional, as servidoras da Universidade Estadual de Mato Grosso (Unemat) Geysha Atala Gomes Curvo, Renilce Miranda Cebalho Barbosa e Sandra Raquel de Almeida Cabral são alvo de denúncia do Ministério Público por ter fraudado o megaconcurso do governo estadual. As fraudes são referentes às provas que foram aplicadas no dia 22 de novembro passado, anuladas posteriormente. Uma das denunciadas, Geysha, coordenava a execução do certame.
Conforme o MPE, se condenadas pelo crime, as acusadas podem pegar de
O MPE determinou também, a instauração de inquérito policial para verificar se parte das imagens captadas no núcleo da Diretoria de Concursos e Vestibulares (Covest) durante o processo de elaboração, correção e manuseio dos cadernos de prova do certame, foi apagada. Consta na denúncia que há indícios veementes da prática do crime de fraude processual, pois as imagens indicam que há várias lacunas de tempo sem a devida gravação/ou trechos deletados.
Como apontou a Promotoria de Cáceres, em conjunto com o Grupo de combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MPE, não existem imagens das câmeras localizadas na sala em que as provas eram impressas, no corredor que dá acesso a Covest e na sala-cofre. Além das imagens, as investigações contra as servidoras ainda se basearam em interceptações telefônicas, busca e apreensão de equipamentos da instituição e particulares, que foram periciados.
A denúncia trouxe a informação de que, em várias ocasiões entre os meses de setembro e novembro de 2009, as professoras revelaram fatos sigilosos relacionados ao concurso público. Foi constatado na perícia que os computadores e pendrives particulares apreendidos das servidoras Renilce e Geyhsa continham questões e atalhos referentes à prova com respostas e justificativas.
Na ocasião em que confirmou a ocorrência de fraude no concurso, o governo do Estado apontou, em conjunto com o MPE, a atuação de cada uma das denunciadas no esquema criminoso. No trabalho de perícia da Polícia Técnica Estadual e do MPE, realizado nos equipamentos e pendrive particulares, foram encontradas nove provas das diversas disciplinas, acompanhadas de comentários sobre as respostas que poderiam ser usados como justificativas por quem não estudou e obteve boas notas. Na tentativa de apagar vestígios das máquinas, conforme o Gaeco à época, as fraudadoras não se restringiram ao sistema “delete”. Usaram programas especiais próprios, mas, mesmo assim, a perícia recuperou os arquivos.
A professora Renilce, apesar de ter duas irmãs inscritas no concurso - uma para o cargo de delegada e outra para professora -, auxiliava e elaborava as provas, mesmo tendo sido afastada
A polícia descobriu ainda que o notebook da coordenadora Geyhsa tinha atalhos para o computador de Renilce, onde estavam todas as provas do concurso. Pelas normas de segurança, as provas só poderiam ficar armazenadas em computadores da Unemat, sem acesso à internet, mantidos em um cofre e retirados apenas para o uso em sala com videomonitoramento.
A denúncia foi elaborada pelos promotores de Justiça Januária Dorilêo Bulhões, Samuel Frungilo e Luciano Freiria de Oliveira.
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