Em sua vida, você já se arrependeu de algo que não tenha feito? Qual o seu maior arrependimento?
Esta sexta-feira foi dia de pagamento para os servidores públicos estaduais. Menos para os professores e servidores interinos da Educação, os chamados contratados, que nem mesmo recebem férias. Eles só deverão receber em março, em folha complementar. Nem a secretária de Educação e muito menos o Governo Blairo Maggi tiveram o compromisso de notificar a categoria que os salários não seriam depositados em suas contas bancárias como aconteceu com os servidores concursados.
Depois de ficarem um mês sem salários e emprego, devido ao término dos contratos de 2009, praticamente todos os professores interinos se dirigiram as agências e terminais de saque do Banco do Brasil para receber o primeiro salário o ano. Levaram um susto quando solicitaram o saldo, zero. O governo não havia depositado seus pagamentos.
As intensas filas acabaram virando pontos de indignação, choro, frustração, revolta com o governo Maggi. “O que é isso. Merecíamos um pouco mais de respeito. Que pelo menos tivesse enviado comunicado nas escolas dizendo que nós interinos não iríamos receber hoje. Nos fizeram de idiotas. Eu sai cedo de casa, madruguei para passar no banco, recebe r meu salário e ir trabalhar. E agora o que faço. Não tenho nem dinheiro para pegar um ônibus e voltar para casa. Terei de andar mais de
O portal de notícias 24 Horas News, ao receber as reclamações por e-mail e telefone de vários servidores interinos tentou contato com o secretário de Educação Ságuas Moraes mas não conseguiu. Na secretaria a informação era de que ele estava viajando para o interior, procurando consolidar sua campanha de candidato a Deputado Federal.
Por telefone a informação que recebemos foi a de que os servidores interinos devem receber via folha suplementar. “O governo deve pagar depois. Mas ainda não sabemos exatamente que dia será”, disse a funcionária.
Os comentários nos corredores da secretaria, no entanto, era de que boa parte dos interinos poderiam ter recebido hoje se houvesse interesse do governo. Segundo as informações, a folha de pagamento foi fechada no dia cinco. Grande parte dos interinos teve suas contratações finalizadas entre os dias dois e quatro deste mês, quando as escolas mandaram as documentações para a complementação da folha. “Não seria possível pagar todos os professores e servidores interinos, uma vez que muitos tiveram suas contratações finalizadas após o dia 5, mas uma parte já poderia ter recebido. Foi negligência da secretaria e do governo do Estado”, alegou um diretor de escola, que disse que a explicação dada na pasta de Educação é que os recursos para o pagamento dos professores era insuficiente e, por isso, o governo havia determinado a confecção de uma folha suplementar, para, provavelmente dia 12 de março.
Indignada com a falta de responsabilidade e respeito do governo para com os servidores contratados, uma professora que chorava na boca do caixa ao ver que não iria receber seu pagamento reclamava do governo. “Somos a única categoria que não tem direito a férias. Não temos direito a receber o mesmo salários que um efetivo. Eles trabalham 20 horas e ganham por 20, tem prêmios, aumentos regulares. Nós temos de trabalhar 30 horas em sala de aula, perder um tempo grande para preparar aulas em casa, corrigir provas, elaborar aulas e ganhar o piso, como se sempre estivéssemos em início da carreira. Para complementar, o governo realiza concursos, mas nunca para preencher o número exato de vagas. Sou interina há mais de 10 anos e nunca teve concurso para a minha área educacional
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