Em sua vida, você já se arrependeu de algo que não tenha feito? Qual o seu maior arrependimento?
De acordo com o coordenador da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja/MT), Neri Geller, a entidade vem trabalhando para viabilizar o setor produtivo do estado de Mato Grosso.
Há dois dias, por exemplo, a entidade mais uma vez conseguiu uma vitória nessa escalada, com a suspensão da cobrança do Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural), a contribuição social destinada a custear a seguridade (INSS) e cobrada sobre o resultado bruto da comercialização agrícola (de 2,3% a 2,85%) no momento da comercialização.
A paralisação deste imposto, concedida por liminar autorizada pelo Juiz Federal da 5ª Vara de Mato Grosso, José Pires da Cunha, segundo a entidade representa um enorme avanço para o setor.
“É importante que os produtores se dirijam até o Sindicato de sua cidade para obterem melhores esclarecimentos, ou peçam orientações de seus contadores para que as próximas comercializações estejam livres dessa taxação”, orienta Geller.
Segundo o coordenador da Aprosoja, o percentual cobrado pelo Funrural sobre a transação comercial de produtos agrícolas é considerado indevido pela Aprosoja e pela Famato.
“Queremos deixar claro que esta liminar foi importante porque propicia um benefício grande para o agronegócio, em função do que representa 2% de toda cadeia produtiva da soja”, analisa o coordenador da Aprosoja.
Para Neri Geller, a classe há muito tempo vem sendo penalizada com a cobrança enorme de taxas e impostos. “Pagamos Pis, Confins e Previdência já na folha de pagamento. Esse Funrural nasceu para bancar justamente a aposentadoria já prevista ao produtor na folha salarial dos trabalhadores“, explica ele.
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