Em sua vida, você já se arrependeu de algo que não tenha feito? Qual o seu maior arrependimento?
Quatro das cinco cidades que concentram um terço dos casos de dengue no país já tinham sido avisadas sobre os riscos do avanço da dengue. O alerta foi dado em novembro de 2009 por meio do Levantamento de Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypt (LIRAa), relatório divulgado periodicamente pelo Ministério da Saúde que aponta as áreas em que há altos índices de presença do mosquito.
O LIRAa revelou que 102 municípios estavam em estado de alerta por apresentarem larvas do mosquito em mais de 1% dos imóveis e propriedade. Mais dez cidades apresentaram o risco de surto: tinham focos do Aedes aegypt em pelo menos 4% dos imóveis.
As cidades de Rio Branco, Porto Velho, Goiânia e Aparecida de Goiânia apresentavam índices entre 1,5% e 3,9%. Junto com Campo Grande (MS), elas somam mais de 36 mil casos da doença em 2010 - 34% do total registrado no país.
De acordo com o Ministério de Saúde, os estados e os municípios foram alertados e as ações de combate à dengue foram intensificadas nas áreas de risco. Entre as ações está o apoio técnico das secretarias de saúde, o envio de inseticidas e material para pulverização, além de soro fisiológico e medicamentos para o tratamento da doença.
Segundo o coordenador do Programa Nacional de Controle da Dengue, Giovanini Coelho, o investimento da pasta, em 2009, foi de R$ 1 bilhão. Ele fez um apelo aoss gestores municipais para que reforcem as ações de combate ao mosquito e pediu a ajuda da população para eliminar os criadouros de Aedes aegypt, evitando o acúmulo de água parada.
“Sem a participação da população você não consegue controlar o problema”, disse. Coelho fez um alerta à Região Nordeste, onde o ciclo de transmissão da doença coemça em março.
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