Em sua vida, você já se arrependeu de algo que não tenha feito? Qual o seu maior arrependimento?
Produtores de soja do norte de Mato Grosso estão preocupados com uma anomalia encontrada nas lavouras da região. Mesmo com o uso de produtos químicos que induzem a secagem dos pés, eles continuam verdes. Além disso, as plantas não produzem vagens.
Partes da lavoura no município de Vera, no norte de Mato Grosso, não foram colhidas. O agricultor Flori Pigatto contou que passou os produtos químicos para dessecar a soja há mais de dez dias, mas em muitos talhões as plantas continuam verdes e com as folhas.
“A soja fica verde e não amadura. Não da pé e da um grão verde. É isso que está acontecendo na lavoura”, disse Pigatto.
Segundo o supervisor de campo da Aprosoja, Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso, o problema também foi constatado em outros municípios da região.
“O processo é que ela aborta as flores e não forma a vagem, fazendo com que a planta queira ainda continuar perpetuando a espécie. Não tem herbicida que consiga matá-la para poder secar e colher”, explicou Eliandro Zaffari, agrônomo da Aprosoja.
Alguns agricultores preferem não deixar as áreas contaminadas para trás. O agricultor Mauri Joton colocou as máquinas nos
Algumas amostras foram coletadas nas lavouras da região e serão encaminhadas para a Embrapa. Os agricultores querem descobrir qual é o problema e evitar prejuízos na próxima safra.
O agrônomo da Embrapa, Maurício Meyer, está pesquisando o problema. Ele informou, por telefone, que, além de Mato Grosso, já foram registrados casos no Maranhão, no Pará, no Piauí e no Tocantins. Ainda de acordo com ele, a anomalia ataca tanto a soja convencional como a transgênica.
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