Em sua vida, você já se arrependeu de algo que não tenha feito? Qual o seu maior arrependimento?
Dois estudantes que não tiveram a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) divulgada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) ganharam na Justiça o direito de ter acesso ao resultado - um deles também conseguiu a matrícula na universidade onde disputaria uma vaga no curso de Direito. Apenas com a nota do Enem é possível concorrer a vagas nas instituições federais que adotaram o exame no processo seletivo.
Os estudantes Thiago Queiroz Amaral, de 19 anos, de Várzea Grande,
Eles mandaram e-mails e ligaram para o Inep várias vezes, sem sucesso. Acabaram se conhecendo no site de relacionamento Orkut, onde muitos alunos relatam problema semelhante. Segundo o Inep, quem ficou sem nota deve ter esquecido de preencher o cartão-resposta - cada prova tinha uma cor que deveria ser anotada no documento entregue aos fiscais. O órgão também afirmou, em e-mail para um aluno, que alguns podem ter ficado sem nota por ter utilizado "meios ilícitos durante a realização das provas, como portar celular".
Falcão, que desde criança sonha
Amaral, que tenta há dois anos uma vaga no curso de Engenharia Civil na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), contou com a ajuda do pai, advogado. Ivanildo Santos de Oliveira impetrou um mandado de segurança contra o Inep e a UFMT no dia 2 de fevereiro - véspera do encerramento das inscrições no Sistema de Seleção Unificada (Sisu). O sistema cadastra os estudantes interessados em vagas em instituições federais.
A liminar foi concedida no dia seguinte pelo juiz José Pires da Mota, da 5ª Vara Federal. O magistrado obrigou a divulgação das provas corrigidas pelo Inep e a suspensão do prazo de matrícula no curso até que o estudante receba sua nota e verifique se foi classificado. "Ele foi bem e deve ter passado", diz o pai.
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