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Culturas agrícolas inseridas em sistema de rotação de culturas apresentam, em média, 10% de aumento de produtividade. Este é um dos principais resultados de um experimento sobre rotação de culturas conduzido por 25 anos pela Cooperativa Coamo em parceria com a Embrapa Soja (Londrina- PR).
Os resultados do experimento foram apresentados a produtores e técnicos que participaram dos dias de campo da Coamo, realizados no inicio de fevereiro,
O experimento sobre rotação de culturas foi idealizado pelo pesquisador aposentado da Embrapa Celso Gaudêncio, em 1985, e recentemente vem sendo conduzido pelos pesquisadores Júlio Franchini e Henrique Debiasi, da Embrapa Soja, em parceria com o Setor Técnico da Coamo.
Um resultado que chama a atenção no experimento de rotação de culturas, é a inexistência de compactação do solo em plantio direto. “Concluímos que as culturas agrícolas que compõem o experimento fazem uma descompactação biológica, por intermédio dos diferentes sistemas radiculares das plantas”, diz Franchini.
Com o solo descompactado e as raízes mais aprofundadas, as plantas conseguem resistir melhor a estresses como a seca e doenças. “Em termos biológicos, a rotação de culturas colabora com a redução de doenças fúngicas nas raízes ou folhas (caso do trigo e do milho)”, diz.
A rotação de culturas melhora ainda a qualidade do solo, permitindo que as plantas tenham maior desenvolvimento, maior reservatório de água e maior estabilidade de produção. Ou seja, a planta consegue produzir mesmo sob condições adversas. “E, quimicamente, a rotação com diferentes culturas favorece a reciclagem de nutrientes, porque as raízes mais profundas aumentam a eficiência do uso dos fertilizantes”, avalia Franchini.
Segundo o pesquisador, no caso do trigo, os resultados mostram que o cultivo sucessivo no mesmo espaço por mais de dois anos aumenta as chances de aparecimento de doenças foliares e radiculares. O milho safrinha também apresenta a mesma dificuldade depois de dois anos de cultivo contínuo. E no caso da soja, observou-se um melhor desempenho produtivo, quando cultivada em rotação com o milho de verão.
Um dado importante observado para o milho de verão é o acréscimo de produtividade, quando cultivado em sucessão a leguminosas de inverno (tremoço e ervilhaca) ao invés de gramíneas (trigo ou aveia) sucessivamente. “Isto porque ao contrário das gramíneas, as leguminosas fixam o nitrogênio do ar e melhoram a produtividade da cultura subsequente”, avalia.
O experimento conclui que a rotação de culturas, além de ampliar a produtividade, traz benefícios físicos, químicos e biológicos ao solo, o que beneficia todo o processo produtivo.
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