Em sua vida, você já se arrependeu de algo que não tenha feito? Qual o seu maior arrependimento?
Uma menina de sete anos de idade, moradora do bairro Dom Aquino, em Cuiabá, morreu no domingo com suspeita de dengue hemorrágica, uma das formas mais graves da doença. Uma irmã dela, de 9 anos, também apresentou os sintomas da doença. Na Capital, já são sete óbitos em investigação e um confirmado em função da dengue.
A.F.S. começou a apresentar os primeiros sintomas da doença na quarta-feira, mas foi encaminhada para casa. No sábado, o quadro se agravou. Ela passou pelo Hospital da Polícia Militar e deu entrada no Pronto-Socorro anteontem pela manhã, por volta das 8 horas, onde já chegou em estado grave. Em seguida, foi transferida para a Santa Casa de Misericórdia, onde veio a falecer.
De acordo com a coordenadora de Vigilância a Doenças, Agravos e Eventos Vitais da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Ivanete Fortunato, a irmã de A.F. já estava em casa. “Ela também foi atendida, está em observação e orientada para que, se apresentar qualquer sintomatologia mais grave, retorne (ao hospital)”, disse.
Ivanete explicou que a conduta ou assistência às pessoas com sintomas da doença depende da clínica do paciente. Geralmente consiste em repouso e hidratação oral. Porém, em alguns casos o agravamento é rápido.
A SMS informou que ainda ontem agentes de saúde fizeram vistoria na residência da garota e proximidades para ver se encontravam larvas do mosquito transmissor da dengue, o Aedes aegypti. Hoje será feito o bloqueio químico (borrifação de inseticida). O caso foi notificado à Secretaria de Estado de Saúde (SES).
Na cidade, até o momento, foram notificados 2.044 casos da doença
Em Mato Grosso, até a quinta-feira passada, foram registrados 19.670 casos da doença. Deste total, 709 são considerados como grave. Em todo o Estado, os óbitos somam 26, sendo 13 confirmados e os demais
De acordo com autoridades locais do setor da saúde o fato de crianças e adolescentes serem as principais vítimas pode ser explicado por conta da recirculação, após cinco anos, do vírus do tipo II, o mais virulento, afetando a população que não teve contato com a doença.
Além da suscetibilidade da pessoa. A dengue costuma ser mais agressiva e rápida em crianças, gestantes, idosos e pessoas que apresentam outras doenças.
RONDONÓPOLIS - Lílian Aparecida da Silva, de 26 anos, moradora do bairro Jardim Ana Carla, em Rondonópolis, é outra vítima que não resistiu às complicações decorrentes da dengue e morreu no último sábado, no Hospital Municipal, após lutar pela reabilitação por mais de uma semana. Ela é a quarta vítima da doença na cidade, em 2010.
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