Em sua vida, você já se arrependeu de algo que não tenha feito? Qual o seu maior arrependimento?
É um comprimido, dissolvido em água. A nova arma vai combater as larvas do mosquito da dengue. O bioinseticida, totalmente nacional, já está sendo produzido por cientistas.
A roupa especial é obrigatória para entrar no laboratório onde pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz lidam com uma nova descoberta: bactérias com o poder de combater a dengue. Elas têm o apelido de BTI, mas o nome completo é Bacillus thuringiensis israelensis. São bactérias encontradas na terra. Dentro do laboratório, são usadas como matéria-prima para a produção de um inseticida biológico.
O bioinseticida desenvolvido aqui fica assim: são comprimidos para serem colocados dentro das caixas d’água. Duas horas depois de ingerir o inseticida, as larvas sofrem uma paralisia e deixam de se alimentar. Após 24 horas, elas morrem. A arma letal para a larva do mosquito Aedes aegypti, segundo os pesquisadores, é inofensiva para o meio ambiente.
Foram dois anos e meio de testes e pesquisas para chegar a um produto que os cientistas acreditam ser extremamente eficiente no combate aos criadouros do mosquito Aedes aegypti.
Um comprimido para
“Tem a persistência de 24 dias no ambiente”, diz a pesquisadora da Fiocruz Elizabeth Gomes Sanches.
Nos laboratórios da Fiocruz, a mesma equipe também desenvolveu bioinseticidas contra os vetores da malária e da filariose, conhecida como elefantíase.
Eliminar os criadouros do mosquito da dengue é a melhor forma de prevenção. O número de registros da doença no Brasil este ano já é o dobro, em relação ao mesmo período do ano passado.
Só em janeiro e meados de fevereiro de 2010, foram 108.640 casos. A tecnologia desenvolvida pela Fiocruz já foi patenteada. Falta agora definir que empresa vai produzir o bioinseticida brasileiro. Ele será usado no programa de combate à dengue do Ministério da Saúde.
Hoje, os agentes de saúde só trabalham com bioinseticidas importados. Mas em breve, eles poderão estar nas ruas munidos de uma arma 100% nacional.
Nos anos de 2007 e 2008, o município de Sorriso fez uso desta tecnologia e reduziu drasticamente os índices da dengue. No ano passado a prefeitura municipal decidiu não utilizar mais o produto. Coincidentemente o município registrou cerca de 2500 casos notificados.
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comentários
Clemair comentou em 09-03-2010 às 17:47
Bastaria dar continuidade ao que estava certo que teria evitado muitas mortes. Fica o alerta de que não podemos simplesmente ignorar temos que ter reponsabilidade com a população.