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Durante 35 horas, uma família inteira e dois funcionários ficaram em cárcere privado numa chácara
O assalto começou na sexta-feira por volta das 22 horas e só terminou no domingo, por volta das 9 horas, após os ladrões fazerem uma verdadeira “limpeza” levando produtos de maior valor. Nesse tempo, as vítimas foram espancadas pelos ladrões e submetidas a verdadeira sessão de tortura.
Durante o tempo em que ficaram na chácara, os ladrões obrigaram a esposa do caseiro a prepara refeição com sobremesa para os assaltantes, que ainda se revezaram para dormir. Os bandidos roubaram jóias, R$ 700 em dinheiro, um computador completo, um notebook, além de vários equipamentos eletrônicos. No computador, havia as imagens do circuito-interno de segurança.
Os ladrões roubaram uma das picapes que estavam na chácara – uma S 10 - que foi localizada abandonada num bairro próximo. A polícia acredita que os bandidos sejam da região, pois roubaram o veículo apenas para garantir a fuga.
Conforme o caseiro, ele chegava das compras e foi rendido pelos ladrões. Não demorou muito e o proprietário da chácara e a esposa apareceram do lado de foram e também foram rendidos. Por último, os familiares do dono da chácara.
Em seguida, todas as vítimas foram amarradas e trancadas num dos quartos da casa principal. Os ladrões queriam que o cofre fosse aberto e ameaçaram atirar caso não fossem atendidos. A casa, no entanto, não tinha cofre.
“Os ladrões chegaram usando máscara cirúrgica, mas, depois de algumas horas, ficaram de rosto limpo. Os assaltantes queriam jóias e dinheiro. O dono da chácara tinha R$ 700 em dinheiro, que estavam no bolso, e entregou aos bandidos”, frisou.
Conforme as vítimas, os ladrões levaram muitos talões de cheques, além dos produtos eletrônicos e roupas. “Eles não conseguiram levar um aparelho de TV de tela grande porque não foi possível retirá-la da sala”, explicou um policial.
O roubo está sendo investigado pela Delegacia de Repressão a Roubos e Furtos (Derrf) de Várzea Grande, cujo delegado Francisco Kunze colocou uma equipe para trabalhar no caso. Ele deverá chamar as vítimas para tentar fazer o reconhecimento através de fotos existentes nas fichas criminais.
“São ladrões que moram próximo da propriedade rural, uma vez que deixaram a picape não muito longe. Além disso, tinha outra picape. Se o alvo dos ladrões fosse mesmo os veículos, tinham levado os dois”, observou um policial plantonista.
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