Em sua vida, você já se arrependeu de algo que não tenha feito? Qual o seu maior arrependimento?
A promotora criminal de Lucas do Rio Verde, Fabiana da Costa Silva, 34 anos, que teve a casa atingida por dois tiros e uma bomba de fabricação caseira na madrugada de segunda-feira (8), está trabalhando sob escolta de três investigadores do Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado (Gaeco).
Ainda ontem o procurador Paulo Prado, chefe do Gaeco, pediu ao secretário de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), Diógenes Curado Filho, que designe um delegado especialmente para apurar o caso porque o município de Lucas está sem delegado.
As primeiras investigações foram realizadas pelo promotor Sérgio Silva da Costa, do Gaeco, que esteve na cidade especificamente para acompanhar a perícia, feita por profissionais da Polícia Civil de Sinop.
Costa confirmou que a residência da promotora foi alvo de tiros, com um dos projéteis atingindo a porta principal e o outro um pilar que fica praticamente na direção da mesma porta. Além disso, na parte da frente da moradia havia uma garrafa com produtos inflamáveis, um deles, supostamente, querosene.
Desde a saída do delegado Flávio Henrique Stringueta há 5 dias, os moradores contam apenas com as visitas do delegado de Tapurá, que precisa se deslocar
O promotor Sérgio Silva da Costa disse na imprensa cuiabana que não poderia adiantar nada sobre as investigações. Ele se limitou a informar que está analisando as prioridades de atuação da promotora, uma espécie de plano de trabalho traçado com base no número e importância dos casos sob sua responsabilidade.
As informações sobre a suposta identificação dos autores do atentado, circuladas ainda ontem não foram confirmadas pelo Gaeco e tampouco pela polícia local. No entanto uma fonte que esteve em contato com os trabalhos investigativos assegurou que as primeiras conclusões já sinalizam pela autoria dos responsáveis pelo atentado.
Lotada na comarca de Lucas do Rio Verde desde 2009, Fabiana Silva é promotora do Ministério Público Estadual desde abril de 2004. Em 2008, trabalhando como promotora eleitoral em Juína, Fabiana teve uma atuação forte contra a divulgação de pesquisa de intenção de votos fora do prazo legal. Ela chegou a multar um partido em mais de R$ 50 mil.
Ainda em Juína, Fabiana Silva atuou contra a extração e comércio ilegal de madeira junto com órgãos ambientais. A ação resultou na apreensão de mais de 400 caminhões de madeira, autuação de 16 madeireiras e emissão de R$ 5 milhões
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