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Policiais do Grupo Especial de Fronteira (Gefron), em serviço na barreira fixa do Limão, no município de Cáceres, apreenderam ontem
Ninguém foi preso, mas as suspeitas recaem sobre um brasileiro de aproximadamente 20 anos que, na noite anterior, estava na fila para a revista e tentou por diversas vezes ir ao banheiro. "Ele deve ter jogado a droga antes de passar pela revista. Talvez ele tenha achado que o ônibus onde viajava pudesse passar sem a revista", afirmaram os policiais.
Segundo eles, as maneiras que as pessoas encontram para o transporte da droga não causam mais surpresa. "O crime não para de inovar, mas a gente vê tanta coisa que nem se surpreende mais".
Entre as formas inusitadas de transportar droga, os policiais citaram alguns flagrantes realizados nos últimos anos. Em um deles, um boliviano viajava com um saco contendo raízes de mandioca e abóboras, algumas sem o miolo e recheadas de cocaína.
O trabalho era bem feito e o corte na casca, quase imperceptível. Misturadas dentro do saco, se não fosse a revista minuciosa, teriam passado quase
Como "recheio" de fraldas infantis, e usadas pelas crianças, em solas de tênis e sapatos, dentro de bolas de futebol, dentro de brinquedos e eletrodomésticos, escondidas em peças de artesanato, e dentro do corpo dos traficantes, em forma de cápsulas ingeridas por eles. "Usar o corpo para transportar droga já se tornou um fato corriqueiro. Muitas mulheres introduzem tubos com a droga na vagina.
E muitas pessoas ingerem cápsulas e tentam passar". Quando a droga é ingerida, a apreensão depende da experiência do policial, que percebe pequenos sinais de nervosismo no "mula" - nome dado ao traficante.
Quando há suspeita, a pessoa é encaminhada para um exame de radiografia, que detecta as cápsulas no estômago. Aí, fica hospitalizada até defecar todas as cápsulas. Ela própria é incumbida de lavar as cápsulas defecadas para que a droga possa ser encaminhada à Delegacia de Polícia Federal.
Essas são as formas que os mulas usam para o transporte de pequenas quantidades. Os grandes carregamentos são feitos em aviões, ou acondicionados em tanques e fundos falsos de veículos. O carregamento “formiga”, como é chamado, é o que usa as formas mais inusitadas de transporte.
O trabalho do Gefron na fronteira tem resultado em apreensões quase diárias de cocaína. O Grupo conta com uma equipe de 97 policiais, cobrindo uma área de
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