Em sua vida, você já se arrependeu de algo que não tenha feito? Qual o seu maior arrependimento?
Nesse Dia Mundial do Meio Ambiente, (05-06) representantes de entidades ligadas ao assunto estiveram presentes no programa ‘A VOZ DO POVO’, como o presidente do Sindicato Rural de Sorriso, Elso Pozzobon; também representando o Sindicato Rural e Aprosoja, Heloi Brandão, da comissão do meio ambiente, o secretário municipal de agricultura e Meio Ambiente, Márcio Khun e o representante do instituto de conservação ambiental a ONG TNC do Brasil, Giovanni Mallmann.
Na pauta, questões ambientais ligadas à produção de grãos na região, desmatamento e as queimadas urbanas. Porém, o assunto principal foi o Projeto Soja Mais Verde, Programa de Regularização Ambiental das propriedades produtoras de soja, sendo Sorriso o primeiro município a desenvolver o programa.
Segundo Elso Pozzobon, a classe produtora busca com o projeto Mais Verde, que “trata-se de uma lei do Estado que faz a solicitação para que todos se regularizem do ponto de vista ambiental. O mercado internacional está cada vez mais exigente e nós que produzimos uma commoditie que é de cunho internacional, nossos maiores clientes são internacionais e nós precisamos produzir ambientalmente correto. Nós precisamos fazer nossas adequações, por exemplo, com relação às APP – Áreas de Preservação Permanentes, que são as nascentes, cabeceiras e beiras de rios, etc, para que não fira os interesses dos adquirentes dos produtos”.
O engenheiro florestal, Héloi Brandão falou como está a conscientização do produtor em termos de produção sustentável, “O processo de legalização ambiental, que é irreversível, está acontecendo na região, o agricultor está se adequando. O próprio mercado já sinalizou que o agricultor tem que se adaptar, é preciso se adequar, licenciar seu imóvel, fazer o CAR - Cadastro Ambiental Rural e a LAU – Licença Ambiental Única. Costumo dizer que Sorriso está na frente no Estado, está fazendo seu dever de casa”.
O representante da TNC- The Nature Conservance, Giovanni Mallmann falou sobre o trabalho da ONG “O problema ambiental é mundial e trabalhamos para que a sociedade consiga um ambiente sustentável e propício para as futuras gerações. A TNC é um instituto de conservação que trabalha no Brasil há algum tempo, há aproximadamente 30 anos.
Ele acrescentou falando sobre o poder de certificação das ONGs e como é a atuação “A atuação da TNC é diferenciada, ela pega o Código Florestal e atua juntamente com o segmento produtivo, fazendo parcerias com o governo do estado.
Já o secretário municipal do meio ambiente, Márcio Khun falou sobre o projeto Soja Mais Verde “O objetivo do projeto não é fiscalizar mais sim certificar, legalizar o produtor pra que ele esteja certificado e legalmente na parte ambiental. As instituições tanto estaduais, municipais, como Aprosoja, TNC, SEMA estão juntas nesse projeto. Primeiro temos que estabelecer o que temos de passivo. Identificar o que temos de problema. O que temos de degradação ambiental, fazer um diagnóstico, uma leitura desses problemas, propriedade por propriedade e mostrar ao produtor o que ele tem que fazer para se legalizar”
Elso Pozzobon falou sobre a situação de Sorriso, se tem ou não alguma divida com o meio ambiente “São mais de 16.300 instrumentos regulamentadores da questão ambiental. É humanamente impossível atender a todas. Dessa colcha de retalhos esfiapada que está hoje a legislação ambiental, tem hoje uma comissão que está estudando o Código Florestal Brasileiro que pode se transformar
Com relação ao projeto Soja Mais Verde, num primeiro momento, está se fazendo o cadastramento dos produtores rurais e a criação de frentes de divulgação do projeto. “Estamos fazendo esse cadastro inicial, depois algumas pessoas vão para o CAR, vamos chegar à LAU, tem um monte de coisa para ser acertada. O produtor rural tem que fazer esse passo inicial”.
Héloi Brandão acrescentou que o produtor rural está vindo para essa conversa inicial “Está sim. É preciso defender o produtor também, que tem só apanhado. Há uma tendência de todos regularizarem-se, pela questão de legalidade, questão de crédito de multa e de mercado”.
comentários
Seja o primeiro a Comentar!