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Pequenos produtores aprendem novas alternativas para alimentar o gado
sexta-feira, 25 de junho de 2010
A Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente, em parceria com SENAR, realizou durante esta semana um curso para ensinar aos pequenos produtores do Assentamento Jonas Pinheiro que integram o Programa + Leite, alternativas para alimentação dos bovinos neste período da seca.
O curso foi inteiramente gratuito e teve o objetivo de qualificar os pequenos produtores para obterem melhor renda e redução de custos na produção de leite. Para isso foram ensinadas estratégias de manejo, pastejo diferido, utilização de campineiras (cana de açúcar), produção de silagem (milho, sorgo e capim elefante), produção de feno (gramíneas, capim elefante e parte aérea da mandioca), utilização da mandioca (raízes e parte aérea), utilização de resíduos e subprodutos, suplementação mineral e noções de gestão.
De acordo com o médico veterinário e educador do SENAR, José Cid Chagas, os produtores aprenderam a utilizar de forma correta a matéria prima que já possuíam em suas propriedades, como a cana-de-açúcar, a mandioca que segundo o professor já eram utilizados, mas de forma incorreta. “São produtos que eles têm na propriedade e não estavam sabendo aproveitar, como por exemplo, a mandioca. A rama da mandioca, a parte aérea da mandioca, era deixada na roça, sem aproveitamento, deixando proteína no pasto, sem dar para o gado. Triturando e preparando essa mandioca em sua totalidade, oferecemos mais proteína ao gado e ganhamos maior rendimento e conseguimos com isso mais dinheiro no bolso.”
Outra alternativa apresentada pelo professor são os resíduos agrícolas que sobram nos secadores, como quirela de milho, quirela de soja, ou a palhinha da soja. ”Esses subprodutos podem ser triturados e incorporados neste produtos que eles tem aqui, melhorando a qualidade do alimento oferecido ao gado, aumentando a proteína na época da seca ou a energia na época da chuva.”
Além desses alimentos preparados praticamente in natura existem também produtos que podem ser conservados em silagem. “Nós depositamos cana-de-açúcar triturada em partículas finas numa caixa d’água, molhando e socando bem até ficar bem compactada. Depois cobrimos para que aconteça a fermentação. Assim vamos conservar a cana por um certo tempo para ser dada ao gado na época das chuvas.”
Para Bernadete Ficher Sabino, que cria gado de corte na Poranga há quatro anos, este curso foi de grande valia. “Com certeza, valeu muito a pena participar e aprender, porque agora a nossa produção vai praticamente dobrar. Antes nós sofríamos e o gado mais ainda, porque alimentávamos os animais de forma errada e com isso não tínhamos rendimento. Muitas vezes mesmo sem ter dinheiro, tínhamos que comprar ração, porque não podíamos deixar eles com fome. Agora não vamos mais precisar disso, temos várias opções com matéria prima que temos aqui, como a cana, com capim, tudo a gente usa daqui mesmo sem precisar colocar a mão no bolso.”
João Carlos dos Santos, esta produzindo na Poranga há dois anos e meio, mas ainda não mexia com gado. No entanto com as novas técnicas aprendidas, ele já pensa em comprar umas vaquinhas. “Isso ai é uma ajuda muito grande do nosso prefeito que tá apoiando o assentamento. Eu creio que de agora pra frente, quem não quiser mexer com o gado leiteiro, é porque não quer, porque as oportunidades estão aí, e de forma econômica, porque com pouca coisa agente transforma o que a gente tem em muitos tipos de alimento bom para o gado, aumentando assim a produção de leite e melhorando a nossa vida.”
Fonte: Da Assessoria
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