Em sua vida, você já se arrependeu de algo que não tenha feito? Qual o seu maior arrependimento?
A triagem auditiva neonatal se tornou obrigatória por lei federal 12.303, de 02/08/2010, que visa a avaliação da audição em recém nascidos, indicada pela OMS – Organização Mundial da Saúde para um diagnóstico precoce de perda auditiva. A Técnica utilizada é a de Emissões Otoacústicas Evocadas (EOAs), ou Teste da Orelhinha.
A Lei foi publicada no Diário Oficial da União de 03/08/2010 e dispõe sobre a obrigatoriedade da realização do exame em todos os hospitais e maternidades, nas crianças nascidas em suas dependências.
A fonoaudióloga Poliana Waltrick, que atua em Sorriso, explanou a importância do teste da orelhinha nos bebês recém-nascidos. De acordo com a médica, o exame deve ser feito nos primeiros anos de vida do bebê, sendo que o ideal é que isso ocorra nos três primeiros meses de vida, mas a partir do segundo dia de nascido o bebê já pode ser submetido ao teste.
Todo bebê está sujeito a apresentar possíveis problemas auditivos ao nascer ou adquiri-los nos primeiros anos de vida. Essa lei tem a finalidade de prevenir a deficiência auditiva através dessa avaliação da audição em recém nascidos, visando o diagnóstico precoce de perda auditiva, uma vez que sua incidência, na população geral, é de
A médica ressalta a importância da lei abranger os hospitais e maternidades públicas, beneficiando um público de menor poder aquisitivo “Na verdade essa lei já deveria ter sido aprovada há muito tempo, porque se a gente pegar os dados da Organização Mundial da Saúde, nós temos o teste do pezinho que detecta várias doenças, mas não em grande quantidade quanto são detectadas crianças com surdez ou deficiência auditiva. Então ele é de suma importância. Porque os pais não vão perceber a surdez ou deficiência auditiva em seus filhos enquanto são recém nascido ou na primeira fase da infância, só vão perceber quando estão na escola. Com o teste da orelhinha, a gente já pode detectar em questão de minutos se a criança tem problemas de audição ou não”.
Doutora Poliana explica que as perdas precoces de audição podem influenciar no aprendizado da linguagem da criança. Geralmente o exame é realizado no berçário em sono natural, não tem qualquer contra-indicação, não acorda nem incomoda o bebê. Não exige nenhum tipo de intervenção (uso de agulhas ou qualquer objeto perfurante) e é absolutamente inócuo. Segundo ela, o exame é indolor, e não causa desconforto ao bebê. O teste é feito com a colocação de um pequeno fone na parte externa do ouvido e tem duração média de
O exame de EOAs baseia-se na produção de certo estímulo sonoro, bem como na percepção do retorno desse estímulo (eco), o registro é feito através do computador, ou de aparelho específico, verificando se a cóclea (parte interna da orelha) está normal, ou seja, em funcionamento, é emitido um gráfico com o diagnóstico do exame.
De acordo com a médica, apesar da obrigatoriedade, em Sorriso o Hospital Regional ( o único hospital público) ainda não oferece o serviço. “Esses exames são caros e é um direito de toda criança que nasça em maternidade ou hospital público realizar o teste da orelhinha. Agora temos que lutar para que em nosso município comece a vigorar esta lei. Infelizmente ainda não é realizado
Confira abaixo alguns fatores que levam à surdez:
- História familiar: ter outros casos de surdez na família;
- Infecção intra-uterina: provocada por citomegalovírus, rubéola, sífilis, herpes genital ou toxoplasmose;
- Baixo peso;
- Hiperbilirubinemia: doença que ocorre 24 horas depois do parto. O bebê fica todo amarelo por causa do aumento de uma substância chamada bilirrubina;
- Medicações ototóxicas;
- Síndromes neurológicas: Síndrome de Down ou de Waldemburg, entre outros.
comentários
Karla comentou em 24-09-2010 às 16:54
Gostaria de saber um e-mail para que eu possa mandar meu curriculun para esta cidade.
ATT.