Em sua vida, você já se arrependeu de algo que não tenha feito? Qual o seu maior arrependimento?
Cerca de 500 moradores da Gleba Mercedes, localizada a
À imprensa local, o secretário de Meio Ambiente do município, Rogério Rodrigues, informou que a situação piora a cada dia com a incidência do vento que espalha as chamas pela pastagem já ressequida. Ainda de acordo com o secretário, se nada for feito, o fogo pode destruir 14 mil hectares da Gleba que abastece Sinop todos os dias com verduras, leite e hortaliças.
Como a área é de responsabilidade do município, cabe à Prefeitura qualquer esforço para conter o fogo, nesse caso, por meio do trabalho do Corpo de Bombeiros. Com mais de 100 mil habitantes na cidade, Sinop tem uma equipe de bombeiros preparada para atuar em incêndios urbanos e grande parte dos integrantes do órgão está lotada no aeroporto local, uma exigência da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero). Com poucos homens disponíveis, a zona rural do município fica desguarnecida. As poucas ocorrências atendidas no campo se restringem a áreas próximas da cidade. O comandante da corporação de Sinop, major Lael Rodrigues, explica a situação. “Nós não temos estrutura para combater incêndios no campo. Já informamos à Sema e à Defesa Civil sobre o ocorrido”, confirmou.
O coordenador de combate ao fogo da Defesa Civil, major Paulo Márcio da Silva, informou que uma viatura do tipo picape será enviada para a cidade para socorrer os moradores da gleba. O major ainda informou que o órgão fez sondagens na região e, até o final de semana, não se detectou nenhum risco à população e nem aos animais da área. Como o vento se intensifica a cada momento, toda a atenção se voltou à região. Os moradores já fazem aceiros – espécie de barreira de contenção no local. Se nada for feito em tempo, Sinop pode sofrer com o abastecimento de gêneros alimentícios nos próximos dias, além dos danos ambientais e à saúde da população.
O superintendente da Defesa Civil de Mato Grosso, Aguinaldo Pereira, apontou que o fogo é sempre recorrente nas terras indígenas e nos assentamentos, como de Mercedes. Para ele, a cultura do fogo deve ser combatida. “Muitos usam o fogo para controlar pragas e abrir áreas, mas isso tem que mudar, porque a população é a que mais sofre”.
As propriedades rurais de Mato Grosso estão proibidas de utilizar o fogo até o dia 15 de setembro, sob pena de multas e processos judiciais. Enquanto o desrespeito ao período proibitivo de queimadas continua, o Estado caminha na contramão sendo obrigado a investir dinheiro no combate a incêndios que poderia ser gasto com políticas ambientais de prevenção. Só para as queimadas, o Estado destinou R$ 2,5 milhões, de acordo com dados da Defesa Civil. Até cinco helicópteros alugados pelo governo atuarão em áreas de difícil acesso por dois meses, ao custo de R$ 1 milhão.
COMBATE AO FOGO - Quando o fogo é registrado em áreas municipais a responsabilidade pelo combate é das secretarias de Meio Ambiente. A Defesa Civil atua nas áreas estaduais e o Ibama, nas federais. Porém, os órgãos sempre se unem para combater o problema que sempre se intensifica nessa época do ano quando a estiagem atinge nível mais crítico.
comentários
anonimo comentou em 09-08-2010 às 20:04
e agorra? so cadeia nao vai rezolver nos q nao temos nada a ver com isso e que pagamos com a propria saude meus DEUS aonde isso vai parrar antigamente erram as serrarias q cauzavam isso e agora pela INRESPONSABILIDADE de uma pessoa