Notícias / Meio Ambiente
Índice é menor, mas MT é 2º
terça-feira, 10 de agosto de 2010
Depois do Pará, Mato Grosso aparece em segundo lugar em desmatamento (com 36,5 km²) no mês de junho, conforme os dados do sistema Detecção do Desmatamento em Tempo Real (Deter), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). É um dos menores resultados do ano no Estado em relação à devastação florestal. No mês de maio o Inpe indicou 51,9 km² de desmatamento em Mato Grosso. Em junho de 2009 foram 181 km². Em todos esses meses não havia cobertura de nuvens em território mato-grossense.
Nos nove estados da Amazônia Legal que são monitorados pelo Inpe houve 243,74 km² de desmatamento. Foram avaliados 125 mil km². Cerca de 91% do desmatamento são por corte raso da floresta.
Os números do Deter confirmam a tendência de queda que vem sem apontada pelo governo há alguns meses. No acumulado de agosto de 2009 a junho de 2010, a área desmatada foi de 1.808 km². A soma é 49% menor que a registrada no período anterior (agosto de 2008 a junho de 2009), quando o Inpe verificou 3.536 km² a menos de floresta na região. Contudo, a taxa anual de desmate é calculada por outro sistema, o Projeto de Monitoramento do Desflorestamento na Amazônia Legal (Prodes), que deve ser divulgado em novembro. Este sistema permite a avaliação do desmate em áreas a partir de 6,25 hectares.
Mas há quem duvide que há o que se comemorar em relação ao desmatamento na Amazônia. “Quando o governo começou a usar o Deter e a mandar equipes de fiscalização para os locais que estavam sendo desmatados, os grandes desmatadores entenderam a lógica. Agora, em vez de desmatar uma extensão enorme, eles desmatam várias áreas menores, para que o Deter não pegue”, explica André Muggiati, da Campanha da Amazônia do Greenpeace. Os satélites do Inpe só avaliam áreas acima de 25 hectares. Muggiati acrescenta que a imprecisão também ocorre por conta das nuvens: quando o céu está coberto – o que não é incomum na região – nem todas as áreas são identificadas. “Qualquer dado que se refira à área desmatada é equivocado se for gerado por esse sistema. O Deter não foi feito para medir o tamanho do desmatamento, mas como ferramenta de auxílio para fiscalização”. Os dados do Inpe são encaminhados a cada 15 dias ao Ibama.
Fonte: Folha do Estado
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