Em sua vida, você já se arrependeu de algo que não tenha feito? Qual o seu maior arrependimento?
O estudante João Vitor Brás, 16 anos, recebeu alta nesta semana do Hospital João XXIII,
Ainda em recuperação dos ferimentos, o jovem relembrou os momentos do ataque. Vitor foi arrastado pelo animal para a água e só foi salvo graças à agilidade de um guia de pesca e também do primo Gustavo Sette Câmara, que bateram na onça e rapidamente o tiraram da água.
"Eu lembro que a gente estava pescando e ouvimos alguns barulhos num barranco que estava a uns
O primo do adolescente disse que a onça provavelmente rondou o local onde eles estavam a noite toda. "Estávamos pescando e escutamos alguns barulhos, e ele (João) olhou o mato para ver se achava alguma coisa. Ele iluminou com uma lanterna e não vimos nada. Quando ele virou, estava com medo, a gente já ia sair, ela pulou nas costas dele, a reação que eu tive foi pular para longe dela", afirmou Gustavo.
Para expulsar o felino, o guia que acompanhava o grupo pegou uma barra de ferro que estava no barco e rapidamente o golpeou. A onça, provavelmente ferida, voltou para o barranco. "Quando a gente viu, os dois já estavam na água e, por sorte, quando emergiu, estava na frente do guia, que acertou a onça", disse o primo de João. "Eu olhei e não vi nada. Achei que não iria mais ver meu primo. A sorte é que a onça emergiu na frente do guia e ele a golpeou. Quando colocamos o João no barco, eu senti um alívio. Ele estava muito ferido", afirmou Gustavo.
João Vítor foi levado para o barco onde a família dele e um médico, que também estava na embarcação próxima, cuidaram dos ferimentos. "Depois disso a gente só teve sorte. O animal soltar o meu primo, o barco ser rápido, o socorro do médico que estava em uma chalana (embarcação) perto do que nossa família estava, o neurocirurgião que operou meu primo é muito bom. A boa estrutura do hospital da cidade, acho que isso tudo ajudou a salvar a vida do João", disse o primo.
O estudante foi submetido a uma cirurgia na cabeça no Hospital São Luis, na cidade de Cáceres,
Mesmo depois do que aconteceu, o estudante disse que pretende voltar ao Pantanal. "Eu só faço um alerta. As pessoas têm que tomar cuidado e não pescar muito perto das margens. E eu não tenho medo de voltar ao Pantanal. Só vou ficar mais longe da margem da próxima vez", disse João
Fonte: Terra em Belo Horizonte
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