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Bem ao contrário de anos anteriores, terminada a primeira quinzena de outubro produtores de soja de Sorriso concluíram em torno de 60% da área a ser plantada com soja, enquanto que no ano passado por exemplo, este percentual estava bem abaixo.
O levantamento da área plantada está sendo monitorado pela equipe técnica do Sindicato Rural de Sorriso e a grande expectativa é que, antes mesmo do final do mês, toda a extensão a ser ocupada com a oleaginosa esteja concluída.
“Este ano as chuvas vieram na hora certa e até um pouco antes do que ano passado por exemplo, quando a janela de plantio foi fechada na segunda quinzena de novembro, o que teve reflexo direto na formação da segunda safra, com o plantio principalmente da cultura do milho.
Ainda quanto a formação das lavouras de soja no município – o campeão mundial em produtividade – existe alguns produtores que se mantém precavidos, tendo jogado a semente em uma área de sua propriedade e está aguardando o período correto de efetuar o fechamento da lavoura.
“Ocorre que, lá na frente, caso a cultura já esteja em período de colheita e o tempo ainda continuar chovendo poderá haver prejuízos, principalmente nas áreas plantadas com variedades mais precoces”, revela o estudo.
Mesmo assim a grande maioria dos produtores já apresentam suas lavouras em fase de conclusão de plantio, caso citado com sojicultores da região do Barreiro que preocupados com a segunda safra, antecipam a formação da lavoura e que certamente terão que antecipar a colheita”, complementa o levantamento. O município de Sorriso que plantou no ano passado cerca de 600 mil hectares, deverá ter um incremento de mais 14 mil hectares em 2011/12.
Existe uma perspectiva de que, com o período correto do plantio, com a umidade de solo necessária para uma boa formação da planta, assim como a obediência do vazio sanitário, evitando a proliferação de doenças e menor aplicação de fungicida e herbicida, a produtividade também possa ser maior do que AM anos anteriores.
“Se a média de produtividade nas lavoura so município girou em torno de 57 a 60 sacas por hectares, com as condições ainda mais favoráveis do que em anos anterior este índice de produtividade poderá ser superado”, explicam os documentos do Sindicato Rural de Sorriso.
“Quanto ao incremento de área agriculturável com a oleaginosa, justifica-se alguns percalços com o setor agropecuário – preços e embargos estrangeiros – e os pecuaristas resolveram então integrar a classe do agronegócio com a formação de lavoura, onde antes era território de pastagem”, conclui a avaliação do cenário econômico de Sorriso.
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