Em sua opinião, após o comando do Hospital Regional passar para OSS, o atendimento do mesmo:
Intransigente defensor de concessão de amplos poderes ao CNJ (Conselho Nacional de Justiça), o senador Pedro Taques (PDT) comemorou a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal), que entendeu ser concorrente e não subsidiária a atuação do órgão perante as corregedorias dos TJs (Tribunais de Justiças) para investigar juízes e desembargadores.
"É o que nós defendemos. Até os cachorros das ruas de Cuiabá sabem que as corregedorias locais não funcionam", declarou Taques, em entrevista.
O pedetista classificou de "coerente" o resultado final do julgamento da Suprema Corte, argumentando que foi valorizado o verdadeiro papel do CNJ.
"A razão da existência do CNJ é que seja concorrente, o que significa que pode agir independentemente das corregedorias estaduais. O julgamento do Supremo Tribunal Federal é um alento para o fato de que quem comete crime seja responsabilizado", observou.
Na visão de Taques, o fim da polêmica em torno do CNJ com o reconhecimento pela Suprema Corte de sua devida competência é importante para o Brasil. "A democracia sai fortalecida porque ninguém está acima da lei. Ou seja, se preservou um dos princípios do regime democrático, de que o tratamento deve ser igualitário para todos", afirmou.
Corrupção no Judiciário
Por outro lado, Pedro Taques minimizou o nível de corrupção no Poder Judiciário. "A maioria esmagadora dos juízes é de homens sérios e comprometidos com o trabalho e os valores da Justiça. Agora, os maus julgadores, estes devem ser extirpados porque representam o mau para a sociedade", disse.
Entenda o caso
A AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros) ingressou com Adin (Ação Direta de Inconstitucionalidade) no STF (Supremo Tribunal Federal) para questionar a competência do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), a respeito de instaurar procedimentos de investigação contra juízes e desembargadores.
A entidade alegava que, somente após esgotar as investigações nas corregedorias estaduais, o CNJ poderia interferir. Isso para se preservar a autonomia do Judiciário. No entanto, a emenda constitucional nº 45 foi aprovada em 2004 pelo Congresso Nacional como conseqüência da primeira etapa de reforma do Judiciário.
Após muita discussão, o STF decidiu, nesta semana, por 6 votos a 5, que o CNJ tem poderes para investigar juízes e desembargadores.
Votaram a favor do CNJ os ministros Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa, Carlos Ayres Britto, Rosa Weber, José Dias Toffoli e Carmém Lúcia. Votaram pelo cerceamento do CNJ Celso de Mello, Marco Aurélio de Mello, Ricardo Lewandowski , Luiz Fux e Cézar Peluso.
Em meio ao embate do Judiciário, o senador Pedro Taques fez um longo discurso em defesa do CNJ no Congresso Nacional e criticou duramente a liminar expedida pelo ministro Marco Aurélio de Mello, que havia restringido poderes do órgão de controle externo.
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