03/06/2012 11:18

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Rádio Sorriso com OD

Contrapondo ao machismo e qualquer forma de discriminação contra a mulher, cerca de 400 pessoas se reuniram na “Marcha das Vadias” na tarde deste sábado (2) caminhando pelas principais avenidas da capital. O trânsito foi parado para dar passagem aos manifestantes que aos gritos e coros ao menos tentaram impor respeito acima do pensamento machista.

O manifesto desde o início de sua articulação em Cuiabá foi cercado por polêmica acerca do nome e a forma como estava sendo realizada. Mais do que nunca então, os organizadores enxergaram a necessidade de esclarecer o ideal do movimento, que tem acima de tudo como lema fazer com que a mulher seja respeitada.
A pesquisadora Anne Gomes do Núcleo sobre a Mulher e as Relações de Gênero da Universidade Federal de Mato Grosso, esclarece que, o que se pode observar, é que grande parte das opiniões negativas acerca do protesto se completam principalmente pela falta de esclarecimento sobre o ponto central do movimento.

“As pessoas desconheciam o que era a marcha, mas a ideia é o combate à violência contra a mulher. A violência contra o gênero feminino é algo histórico e que coloca a mulher em um papel subalterno”, ressaltou.

A marcha foi iniciada da Praça Maria Taquara, região central da capital, percorreu a Avenida Prainha, Getúlio Vargas e teve fim na Praça Santos Dummont. Durante todo o caminho, homens, mulheres e crianças de todas as idades se aninhavam ao coro de “mulheres na rua, machismo a culpa é sua”, chamando quem estava de fora para integrar ao protesto.

Gerry Miranda e a esposa Edna Seli, estavam em outro evento no centro quando foram surpreendidos pelos protestantes. Porém, o casal afirma que após ter tido conhecimento sobre o que significa a marcha, apóia o movimento e ressalta a importância da igualdade entre o sexo masculino e feminino.

Mais que isso, Gerry além de apoiar a causa defende que na realidade há dois tipos de homens. Os que respeitam as mulheres, e os que não, que qualificam algumas tais como ‘vadias’, apenas pelo tamanho da roupa que usam. Contra este segundo ‘arquétipo’, na rua os gritos continuavam a combater.