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Cuiabá: Sistema Prisional corre risco de epidemia de tuberculose

quarta-feira, 01 de agosto de 2012 08:16:58

Sindicato alega haver superlotação na Penitenciária Central, fato que contribui para proliferar a doença

Sindicato alega haver superlotação na Penitenciária Central, fato que contribui para proliferar a doença

O Sindicato dos Servidores Penitenciários do Estado de Mato Grosso (Sindspen-MT) denunciou, nesta terça-feira (31), que unidades prisionais de Cuiabá correm o risco de uma epidemia de tuberculose, caso medidas imediatas não sejam tomadas.

Até o momento, foi confirmado que 52 reeducandos, da Penitenciária Central do Estado (PCE), no bairro Paschoal Ramos, em Cuiabá, estão fazendo tratamento contra a doença.

O presidente do Sindspen, João Batista, disse que a maior preocupação não são apenas os 52 detentos que estão fazendo tratamento, mas sim os que ainda não foram diagnosticados. Além disso, três servidores já foram afastados das funções com suspeita da doença.

“Sabemos que não são apenas esses 52. O número de doentes é muito maior, são centenas. O grande problema é que, como eles não foram diagnosticados, estão contaminando agentes prisionais, pessoas que visitam a PCE e também familiares dos detentos. Algumas pessoas que tem parentes na penitenciária já ligaram e disseram que foram contaminadas”, disse o sindicalista.

A tuberculose é altamente contagiosa, transmitida nas gotículas eliminadas pela respiração, por espirros e pela tosse. A doença é transmitida pelo mycobacterium tuberculosis, o bacilo de Koch.

“O grande problema é a negligência do Estado, em relação ao Sistema Prisional, além do constante aumento na quantidade de presos. Estamos com superlotação, não cabem mais presos. Para garantir saúde na PCE, necessitamos de, pelo menos, cinco equipes ambulatoriais, mas temos apenas uma, para atender quase dois mil presos”, disse João Batista.

O presídio tem capacidade para 860 detentos, mas, atualmente, abriga quase 2 mil reeducandos.

O Sindspen afirmou que vai denunciar a situação ao Ministério Público Estadual.

"Situação sob controle"
O gerente de saúde do sistema prisional, Ozano Delgado, em entrevista ao telejornal "Bom Dia, MT", da TV Centro América (Globo/4), nesta terça-feira, disse que os responsáveis pelo setor tem ciência dos casos e que a situação "está sob controle".

Ele informou ainda que existem equipes de médicos, enfermeiros e outros profissionais, dentro dos presídios, para tratar os reeducandos que apresentarem sintomas da doença.

Contaminação na repartição

A reportagem apurou que quatro servidores da Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh) foram contaminados com tuberculose.

A contaminação ocorreu há cerca de 30 dias, em um departamento localizado no prédio da secretaria, situada no Centro Político Administrativo (CPA), onde ficam as repartições públicas do Estado.

Os quatro trabalhadores infectados atuam no mesmo setor, que, no total, possui nove servidores.

A Sejudh explicou que, de acordo com o que foi apurado, um servidor foi contaminado fora da secretaria e acabou infectando outros três funcionários.

Por meio da assessoria, a secretaria disse ao site que desconhece outros casos de detentos contaminados por tuberculose, além desses 52 que estão realizando tratamento.

Tuberculose
A tuberculose, transmitida pelo Mycobacterium tuberculosis, o bacilo de Koch, é provavelmente a doença infecto-contagiosa que mais mortes ocasiona no Brasil.

Estima-se, ainda, que mais ou menos 30% da população mundial estejam infectados, embora nem todos venham a desenvolver a doença.

Para que a infecção ocorra, é necessário que ele chegue aos alvéolos. Se não alcançar os pulmões, nada acontece. A partir dos alvéolos, porém, pode invadir a corrente linfática e alcançar os gânglios (linfonodos), órgãos de defesa do organismo.

A doença evolui quando a pessoa não consegue bloquear o bacilo que se divide, rompe a célula em que está fagocitado e provoca uma reação inflamatória muito intensa em vários tecidos a sua volta.

O pulmão reage a essa inflamação produzindo muco e surge a tosse produtiva.

Sintomas
Tosse por mais de duas semanas, produção de catarro, febre, sudorese, cansaço, dor no peito, falta de apetite e emagrecimento são os principais sintomas da tuberculose. Nos casos mais avançados, pode aparecer escarro com sangue.

Pessoas com esses sintomas associados ou isoladamente devem procurar um posto de Saúde o mais rápido possível, pois o tratamento é gratuito e deve ser iniciado imediatamente.

Tratamento
O tratamento é feito com três drogas diferentes: pirazinamida, isoniazida e rifamicina. Durante dois meses, o paciente toma os três medicamentos e, a partir do terceiro mês, toma só isoniazida e rifampicina.

Recomendações
Não suspenda o uso da medicação antes do prazo previsto. Se você começar a tomar os remédios e parar no meio do caminho, com certeza irá selecionar uma colônia de bactérias resistentes aos medicamentos e ficará mais difícil ser curado;

Lembre-se de que desnutrição, alcoolismo, uso de drogas ilícitas e de medicação imunossupressora aumentam o risco de contrair a doença;

Familiares e pessoas próximas aos infectados devem manter certos cuidados básicos como forma de afastar o risco de contágio durante a fase inicial da doença;

Portadores do vírus HIV e de doenças como diabetes, por exemplo, podem desenvolver formas graves de tuberculose. Por isso, devem manter-se sob constante observação médica;

Leve seu filho para tomar a vacina BCG contra a tuberculose. Se não foi vacinado, aos cinco anos, deve fazer o teste de Mantoux, ou PPD. Caso não apresente reação, deve ser vacinado em qualquer faixa de idade.

Rádio Sorriso com Midia News

 

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