19/04/2017 07:31

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Só Notícias

O desembargador do Tribunal de Justiça, Orlando Perri, negou pedido de habeas corpus para dois gerentes que são acusados de desvios milionários em uma empresa de metalurgia do município. Em sua decisão, o magistrado apontou ainda que a apreciação do recurso impetrado pela defesa dos suspeitos deve ser feito pelo órgão colegiado. Desta forma, ambos vão continuar presos. O prejuízo à empresa seria de aproximadamente R$ 13 milhões.

De acordo com informações que constam no processo, o advogado dos dois ex-gerentes afirmou que eles se encontram presos por furto qualificado mediante fraude na empresa e que o juízo originário (de primeira instância) negou o pedido de liberdade. A defesa sustentou que a prisão preventiva deles não obedece todos os requisitos presentes no Código de Processo Penal e restando infundada a manutenção da prisão. “Não há requisitos suficientes para que a prisão dos pacientes sejam mantidas, em razão da falta de dados concretos que materializam sua necessidade”, aponta a defesa.

No entanto, o desembargador apontou que não restou comprovado de plano o constrangimento e que a magistrada de primeiro grau justificou a presença da materialidade e indícios suficientes de autoria delitiva, bem como a necessidade de custodia cautelar para garantia da ordem pública.

Além destes dois gerentes, um deles apontado como o suposto líder da quadrilha, foram presos outras três pessoas com cargos de confiança desta empresa. Ao todo, a Polícia Civil indiciou 11 pessoas, incluindo receptadores e parentes dos envolvidos.

O inquérito policial das investigações iniciadas pela Polícia Civil em Sorriso foi encaminhado no dia 10 deste mês, ao Fórum da Comarca de Sinop, em razão da competência e por ser a cidade onde os crimes teriam sido praticados. As investigações foram presididas pelo delegado de Sorriso, Bruno Abreu, e pelo delegado de Sinop, Ugo Ângelo Rech de Mendonça.

Conforme o delegado Bruno Abreu, o material apreendido revelou provas contundentes contra o suposto líder da quadrilha, como canhoto de cheques e planilhas, referente a valores repassados a integrantes e recebidos dos receptadores.

Foram encontrados comprovantes de mais de R$ 200 mil reais em móveis. Somente na compra de uma casa foi transferido R$ 1.250.000,00 de sua conta bancária. Na decoração da casa, gastou mais de R$ 30 mil na compra de cortinas. Houve apreensão de comprovantes da compra de relógios de mais 30 mil, sofá de R$ 22 mil e R$ 60 mil, em utensílios domésticos e eletrônicos.

Isso, segundo os delegados, são apenas alguns detalhes da vida de luxo que o principal articulador do esquema levava.

Na investigação, a Polícia Civil pediu o sequestro de mais de R$ 7 milhões em bens móveis e imóveis, que teriam sido adquiridos pela organização criminosa. São casas, automóveis, terrenos e até uma fazenda, comprados pelos principais envolvidos, os cinco funcionários da empresa de fabricação e exportação de aço e metal.

Durante a operação, na cidade de Sinop, a Polícia Civil apreendeu, 2 motocicletas BMW, 1 moto Kavasaki 2 automóveis BMW, sendo um avaliado em R$ 200 mil; 1 Hilux Zero KM no valor de R$ 190 mil; 1 Saveiro Cross; 1 Pálio Atractive e 1 caminhonete S-10.