11/10/2017 16:29

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Olhar Direto


Contrários à aprovação da PEC do Teto de Gastos do Estado, os servidores públicos estaduais realizam concentração e assembléia geral unificada às 16 horas, nesta quarta-feira (11), em frente à Assembleia Legislativa de Mato Grosso. Pelo menos 23 categorias estarão representadas no evento, que deve decidir por um dia de paralisação geral, sobre entrar ou não na Justiça para contestar a PEC e outras medidas.

O presidente do Sindicato dos Profissionais da Área Meio do Poder Executivo de Mato Grosso(Sinpaig), Edmundo César Leite, um dos coordenadores do Fórum Sindical, assegurou que não existe radicalismo. “O que não pode é jogar a conta de administrações desastrosas nas costas do trabalhador. É por isso que vamos à luta contra a PEC”, reagiu ele, sobre a possibilidade de greve geral do funcionalismo.

O secretário-chefe da Casa Civil, deputado Max Russi (PSB), afirmou que todas as reivindicações do Fórum Sindical foram contempladas, com emendas. “Não há motivo para protestos ou greve. É o momento de darmos as mãos pelo bem do Estado”, definiu Max, para a reportagem.

O vice-líder do governo na Assembleia, deputado Doutor Leonardo Albuquerque, destacou que está assegurada a Revisão Geral Anual (RGA), as progressões de carreiras e até mesmo concurso público para as áreas essenciais – saúde, educação e segurança. “Mexi na PEC com minhas emendas; asseguramos concurso, garanti ‘gatilho’ mais cedo. Então, não podemos perder o time e temos de pensar na questão do Estado”, definiu Doutor Leonardo.

Em greve há um mês, a presidente do Sindicato dos servidores do Detran (Sinetran), Daiane Renner de Araújo, lamentou a situação enfrentada pela categoria. “Até hoje não formos chamados para negociação. Não se abriu o diálogo. E não somos respeitados”, protestou Daiane Renner.

O diretor do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep), Orlando Francisco, afirmou que o governo não discutiu a PEC antecipadamente com os servidores e decidiu atropelar o Fórum Sindical. "Nós só pedimos para sermos ouvidos. E não fomos. Vamos tirar os encaminhamentos nesta assembleia [geral unificada]", explicou Orlando Francisco.