Sorriso FM 99,1

13/03/2018 08:56
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Diário de Cuiabá

Entidades que representam o setor produtivo de Mato Grosso são contra a proposta de aumento de carga tributária que está em análise pelo governo do Estado. Seja por meio de suas assessorias de imprensa, de artigos assinados pelas lideranças e ainda em entrevistas, todas estão deixando claro que essa possibilidade é algo inaceitável. Conforme declaração do presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Jandir Milan, “Mato Grosso vai sufocar suas indústrias”, se um novo tributo for criado.

Como explica o governo do Estado, o Fundo Emergencial de Estabilização Fiscal (FEEF) nasceria para reduzir o déficit nas contas públicas e saldar dívidas com fornecedores, que chegam próximas à R$ 1 bilhão. Os recursos virão basicamente das empresas que recebem incentivos fiscais e conforme o próprio governador Pedro Taques, excluiria 92% das empresas do comércio em atividade no Estado.

Em reuniões que têm sido promovidas pelo próprio governo, para ampliar o diálogo com o setor produtivo – na tentativa de convencimento – e extrair propostas conjuntas. O FEEF, como faz questão de ressaltar a equipe econômica do Estado, o imposto deixa de fora as pequenas empresas que são adeptas do Simples Nacional.

Apesar de todas as explicações e da abertura de diálogo, o governo tem pressa em enviar o projeto de lei para votação na Assembleia Legislativa e ninguém quer saber de alta de impostos. Na última semana, a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja), oficializou sua posição contrária ao FEEF após reunião da sua diretoria plena com o conselho consultivo (formado pelos seus ex-presidentes). “Nossa posição defende o interesse dos quase seis mil associados. Somos veementemente contra a qualquer tipo de tributação direta ou indireta que afete o setor”, reforça o presidente da entidade, Antônio Galvan.

O presidente da Fecomércio/MT, Hermes Martins, frisa que os empresários que sobrevivem às crises, acabam sendo penalizadas com a majoração da carga tributária. Como ele explica, depois de suportar as crises dos dois últimos anos e que ainda reverbera nesse inicio do ano, o empresário não pode se dedicar a reconstruir a ‘saúde’ de suas empresas, porque há um novo tributo na iminência de ser criado. “Empresas saudáveis crescem, contratam mais, vendem mais e fazem a economia aquecer. Geram mais arrecadação para os cofres públicos, já que não há uma agulha sequer a ser vendida, que não tenha seu quinhão destinado aos cofres públicos, via o tão conhecido, Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS)”.

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