16/04/2018 14:56

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Minuto Saudável

O que é a Gripe H1N1?

Popularmente conhecida como Gripe Suína ou Gripe A, a Gripe H1N1 se antecipou nesse ano e preocupa a maioria dos brasileiros. Confira a seguir as principais dúvidas sobre a doença e fique atento aos sintomas e em como preveni-los.

A Gripe H1N1 é uma doença causada pelo vírus Influenza A H1N1, uma mutação do vírus da gripe, porém mais forte do que aquele que nós estamos acostumados. Essa gripe é transmitida da mesma maneira que a gripe comum, mas os seus sintomas são mais fortes, repentinos e, se não tratados logo no início, podem levar a pessoa ao óbito.

Como surgiu a Gripe H1N1?

A doença foi detectada mundialmente pela primeira vez na pandemia de 1919 e, desde então, o vírus causador age como vírus de gripe sazonal.

Os principais casos da Gripe H1N1 em pessoas foram descobertos no México em 2008. Cientificamente, o vírus Influenza A já era conhecido por afetar os porcos, mas em humanos era a primeira vez que acontecia, através de uma mutação desse mesmo vírus, hoje conhecido como H1N1.

A Gripe H1N1 é grave?

Assim como a gripe sazonal, a Gripe H1N1 pode variar de branda a grave na questão intensidade. De 2005 a 2009 houve apenas 12 casos da doença nos Estados Unidos, porém nos anos de 2009 e 2010 houve uma pandemia extremamente grave.

Pandemia de 2009/2010

O surto global teve início no México, em 2009, expandindo-se posteriormente para a América do Norte, Europa e Oceania. Em abril daquele mesmo ano, a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou que a epidemia era uma “emergência na saúde pública internacional”, isto é, todos os países do planeta estavam sujeitos a doença.

A Gripe H1N1 estava, em uma escala de 1 a 6 de alerta da OMS, na escala 6, definindo-a como pandemia em todo o mundo. Em 2010, o Brasil teve mais de 58 mil casos da doença e 2.100 mortes confirmadas.

Surto 2016

Apesar da gripe ser uma doença de inverno, a Gripe H1N1 chegou mais cedo em 2016 aqui no Brasil e já é responsável por metade dos casos de gripe no país. No começo de abril desse ano, 15 estados foram constatados com casos confirmados de Gripe H1N1 e o fluxo maior está na região Sudeste apenas em São Paulo, eles ultrapassam 80% de todo o país. Alguns casos da doença foram confirmados já no Verão e acredita-se que a causa desse adiantamento seja a condição climática provocada pelo fenômeno El Niño.

Como o vírus da Gripe H1N1 é transmitido?

A Gripe H1N1, assim como a gripe comum, pode ser transmitida através do contato de objetos contaminados, gotículas respiratórias no ar e contato com a saliva de alguém que esteja com o vírus.

Segundo o infectologista André Sales Braga, uma pessoa infectada com o vírus pode transmiti-lo entre 24 horas e 7 dias após a contaminação, ou seja, todo cuidado é pouco com as nossas precauções.

Ao contrário do que muitos pensam, não há risco algum de se contaminar com a doença através da carne de porco, pois de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), o vírus é transmitido apenas de pessoas para pessoas.

Quais são os grupos de risco da Gripe H1N1?

A presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, Isabella Ballalai, afirma que as pessoas que geralmente vão a óbito são as que tem riscos especiais. “As crianças menores de dois anos, por exemplo, têm alto risco de hospitalização, mas nem tanto risco para óbito. As que estão na faixa etária entre dois e cinco anos não têm tanto risco de serem hospitalizadas ou de morrer, mas têm risco para adoecer de formas mais complexas.”.

As pessoas que compõem esse grupo seleto são as seguintes:

  • Pessoas a partir de 60 anos;
  • Grávidas a partir de 12 semanas;
  • Mães com até 45 dias pós-parto;
  • Crianças de 6 meses a 5 anos;
  • Portadores de doenças crônicas não transmissíveis;
  • Trabalhadores da saúde;
  • População indígena;
  • Pessoas privadas de liberdade.

A esse grupo seleto, o sistema público e privado de saúde oferecem a vacina de prevenção contra a Gripe H1N1. Você pode conferir o calendário dos estados ainda nesse artigo, logo mais a frente.

Quais os sintomas da Gripe H1N1?

Como já dissemos, os sintomas desse tipo de gripe são muito parecidos com os da gripe comum. Dentre os sintomas, podemos destacar os mais conhecidos nossos, como:

  • Febre acima dos 38 ºC;
  • Dores no corpo;
  • Dores de garganta e de cabeça;
  • Tosse seca;
  • Espirros;
  • Calafrios;
  • Fadiga ou cansaço.

Além desses sintomas, é possível, ainda, que também ocorra diarreiae vômito na pessoa infectada, mas esses não são tão recorrentes quanto os acima relatados.

A recomendação é que, ao constatar a frequência desses sintomas, ou pelo menos de alguns deles, você procure ajuda médica para se submeter a um exame clínico e, assim, ter certeza do diagnóstico.

Em qual especialista devo ir ao suspeitar que estou com a Gripe H1N1?

Diante de uma doença grave como essa, é normal termos dúvida a qual especialista recorrer. Em suma, há 3 tipos de especialistas a quem você pode ir:

Clínico Geral

Esse profissional tem a responsabilidade de tratar da sua saúde, independente de qual área seja o problema. O clínico geral estuda o corpo e a saúde humana, portanto, saberá indicar o que for melhor para você, seja um remédio ou outro profissional ao qual recorrer.

Infectologista

Profissional que estuda as diversas infecções causadas por patógenos, como bactérias, vírus, fungos e outros. Como a Gripe H1N1 é transmitida pelo vírus Influenza A H1N1, o infectologista saberá diagnosticar precisamente se os seus sintomas correspondem a doença.

Pneumologista

Especialista em pneumologia, isto é, doenças de vias aéreas inferiores, o pneumologista poderá te auxiliar no diagnóstico e na prescrição de medicamentos que você possa vir a tomar.

Como posso me prevenir da Gripe H1N1?

Além da ajuda médica, que normalmente indica medicamentos para o tratamento da doença, outras dicas são importantes para você acrescentar ao seu dia a dia:

  • Beba bastante água, para que não haja acúmulo de secreção;
  • Lave as mãos com frequência, sempre com água e sabão e evite colocá-las no rosto e, principalmente, na região da boca;
  • Se não puder lavar as mãos, carregue na bolsa um frasco de álcool em gel para esterilizá-las;
  • Não compartilhe objetos de uso pessoal, como talheres, toalhas e copos;
  • Evite o contato muito próximo com alguém infectado;
  • Evite frequentar lugares fechados e com muitas pessoas;
  • Mantenha hábitos saudáveis;
  • Se achar necessário, use máscaras de proteção para não ficar em contato com gotículas contaminadas que estejam no ar;
  • Vacine-se.