Agora: Boa Tarde na Sorriso

COMBATE E PREVENÇÃO À VIOLÊNCIA

Sorriso: ​Justiça realiza Audiência Pública sobre Violência Contra a Mulher

Tâmara Figueiredo em 11/07/2019 às 17:49. Lida 562 vezes.

O município de Sorriso, não diferente de outras partes do País vem vivendo momentos difíceis com relação à violência doméstica. Nos últimos dias, como uma verdadeira onda, diversos casos envolvendo violência praticada contra mulheres vem chocando a sociedade, como exemplo, uma mulher que teve a orelha decepada pelo companheiro, outra que foi morta com um tiro no rosto de espingarda calibre 20 pelo ex-companheiro que cometeu suicídio posteriormente, e o crime mais bárbaro: o sobrinho que matou a tia a facadas e arrancou o coração da mesma entregando-o para a filha da vítima.

Para buscar soluções para coibir e também prevenir a violência doméstica, será realizada nessa sexta-feira, 12/07 no Fórum de Sorriso, a partir das 16 horas, uma Audiência Pública para discutir o assunto com toda a sociedade.

A Audiência Pública contará com a presença da desembargadora do Tribunal de Justiça de Mato Grosso Maria Erotides Kneip Baranjak, presidente da Câmara Temática “CEMULHER”, juntamente com ela estarão representantes do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher, Conselho Estadual e Municipal de Defesa da Mulher da OAB, representantes da Corregedoria do Tribunal de Justiça, representantes da Assembleia Legislativa e o Secretário de Estado de Segurança Pública Alexandre Bustamante.

O Juiz da segunda Vara Criminal de Sorriso, Anderson Candiotto esteve no programa A Voz do Povo e demonstrou sobre sua preocupação diante do aumento do número de casos nos últimos tempos “Vivemos um cenário histórico para brasileiros, mato-grossenses e sorriseses de casos extremos de violência contra a mulher “Crimes barbaros contra a mulher se intensificaram nos últimos dias, a violência contra a mulher existe isso é público e notório Nem todo mundo se envolve, nem todo mundo tem a coragem de denunciar um caso que sabe. Mulheres que infelizmente pelo bem maior da família, por acreditar que deve lutar pela unidade familiar da família, a mulher acaba se calando, acreditando que o agressor pare. Mas estatisticamente não é assim, quanto mais ele agride, mais quer machucar e quanto mais a mulher se cala, maior o grau de violência”.

O magistrado disse que o ciclo de violência é previsível e como tudo começa “O ciclo da violência contra a mulher é muito padronizado, começa quando o companheiro começa a restringir o comportamento da mulher, exigir que a mulher não use determinado tipo de roupa, não converse com determinadas pessoas, que não frequente determinados locais como forma de manipulação e controle, tratando a mulher como incapaz, fica nervoso, começa com agressões verbais, ofensas, ataca a autoestima da mulher, a chama de louca e vai afundando ela em uma prisão emocional”.

Aos primeiros sinais de violência, a mulher deve tomar uma atitude e reagir “Sim porque se ela ficar calada e não reagir a partir daí ele aumenta o nível de agressões, com violência física, um puxão de cabelo, um tapa, e vai aumentando até que chegam a casos bárbaros de morte cruéis contra mulher”.

O quê: Audiência Pública sobre Violência Contra a Mulher

Data: 12/07

Local: Fórum de Sorriso

Horário: 16 horas

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