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​​Sorriso: Token, aplicativo e capacitação da rede são pontos de conquistas em Audiência Pública para o enfrentamento da Violência Contra a Mulher

Tâmara Figueiredo em 12/07/2019 às 17:35. Lida 851 vezes.

Fotos: Heverton Luiz

Crimes bárbaros de violência doméstica e de mortes de mulheres por companheiros, ex-maridos e por membros da família registrados nos últimos dias, motivaram a organização por parte da Justiça Sorrisense, por meio do Juiz Anderson Candiotto, juiz titular da Segunda Vara Criminal da Comarca de Sorriso, uma Audiência Pública para discutir o tema e buscar soluções. “A CEMULHER uma ferramenta do Tribunal criada voltada para o enfrentamento da violência doméstica, e estamos aqui neste dia em Sorriso nesta reunião com mais de 40 entidades para o fortalecimento dessa rede de proteção e o estabelecimento de um protocolo ainda mais aprofundado, para entrelaçar ações conjuntas e coordenadas de todas essas entidades. Na prática isso significa que tanto os órgãos públicos, quanto as entidades organizadas estarão ainda mais unidos para juntos nos tornarmos ainda mais fortes no combate à violência”.

O magistrado relatou que o mal deve ser cortado pela raiz para que não chegue a um ponto extremo de violência. “Aos primeiros sinais de violência, a mulher deve tomar uma atitude e reagir “Sim porque se ela ficar calada e não reagir a partir daí ele aumenta o nível de agressões, com violência física, um puxão de cabelo, um tapa, e vai aumentando até que chegam a casos bárbaros de morte cruéis contra mulher”.

Realizada no auditório do Fórum de Sorriso, a Audiência Pública que contou com a presença do Secretário de Estado de Segurança Pública Alexandre Bustamante, da desembargadora do Tribunal de Justiça de Mato Grosso Maria Erotides Kneip Baranjak, presidente da Câmara Temática “CEMULHER”,

Também estiveram presentes representantes do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher, Conselho Estadual e Municipal de Defesa da Mulher da OAB, representantes da Corregedoria do Tribunal de Justiça, representantes da Assembleia Legislativa e sociedade organizada de Sorriso.

A articulação para a realização da audiência partiu da Secretaria Municipal de Assistência Social, a secretária Jucélia Ferro ressaltou o engajamento de todos “Preocupados com os altos índices e marcamos esta grande reunião de hoje, a gente vê a união de todo mundo da plenária, todo mundo falando a mesma língua e emprenhados nesta causa.

Ela falou o que o município tem feito em apoio às vítimas “Nós temos o abrigo da Mulher de Sorriso, onde as mulheres vítimas de violências ficam resguardadas. Quando há crianças menores, também ficam lá com as mães. Temos os CREAS e os CRAS e através do Conselho de Segurança, construímos o Núcleo da Mulher dentro da delegacia, que ainda não funciona como deveria, mas já é um grande passo. Não culpamos o delegado doutor André, porque eles fazem milagres com o efetivo que tem. O Município já tem 13 funcionários dentro da delegacia que é dever do Estado. Por isso buscamos junto ao Estado, precisamos de ajuda. Precisamos de mais efetivos de policiais aqui porque os índices são altos”.

A secretária falou sobre 3 avanços conquistados na audiência “Tivemos 3 avanços como capacitação para todos que compões a rede, como policiais civis, militares, núcleo da mulher, assistentes sociais, enfim todos que trabalham nesse enfrentamento; o token que trará agilidade ao trabalho dos processos que serão eletrônicos, e um aplicativo para a mulher acionar rapidamente se tiver medida protetiva, no caso de sofrer violência doméstica”.

Sobre a patrulha Maria da Penha que deverá trabalhar na prevenção com visitas e rondas nas casas das vítimas para garantir a segurança de mulheres vítimas de violência ainda não está confirmada “Ainda aguardamos a confirmação, temos fé que a desembargadora irá nos atender e pedir ao secretário que nos mande. Contamos também com o apoio de toda sociedade”.

Com reportagem de Heverton Luiz.

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