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Após visitas na PCE, agentes apreendem novos chips, celulares e até tinta para esconder buracos em parede

Olhar Direto em 18/09/2019 às 15:34. Lida 369 vezes.

Os agentes do Grupo de Intervenção Rápida (GIR) que atuam na Penitenciária Central do Estado (PCE) desde o dia 12 de agosto, quando foi iniciada a ‘Operação Agente Douglas’, com o objetivo de reestabelecer a ordem e realizar uma reforma no local, encontraram nesta quarta-feira (18), após as primeiras visitas na unidade, novos chips, aparelhos celulares e até tinta dentro de tubos de creme dental para que os presos escondessem os buracos feitos na parede.


No primeiro procedimento de rotina realizado após as visitas do último fim de semana, foram encontrados chips, aparelhos celulares e buracos dentro de celas do raio três da unidade. Além disto, os agentes também descobriram que foram colocadas quantidades de tinta dentro de tubos de creme dental para que os detentos pudessem fazer os buracos nas paredes recém-pintadas e cobri-los.

As investigações apontam que todo o material entrou com as visitas no primeiro fim de semana em que elas foram autorizadas.

Apreensão

A intervenção realizada na Penitenciária Central do Estado (PCE), que teve início no dia 12 de agosto deste ano, com o objetivo de fazer uma limpa e reformar a unidade, teve balanço divulgado nesta segunda-feira (16) pela Secretaria de Segurança Pública (Sesp). No total, foram 171 celulares encontrados, 500 chips e até uma churrasqueira. O gestor da pasta, Alexandre Bustamante, destacou a redução no número de crimes neste período em que o acesso dos detentos ao mundo externo foi dificultado.

Entre os materiais apreendidos estão 171 celulares (de diversas marcas e modelos), mais de 500 chips de telefonia, 12 baterias de celular, drogas, facas artesanais (chuchos), churrasqueira, sanduicheira, entre outros.

Também foram apreendidos 352 cadernos do crime organizado, com detalhes da contabilidade das facções e seu relacionamento com o exterior da unidade. Parte deste material já está sendo analisado pela Polícia Civil e o setor de inteligência do sistema prisional.

A operação foi prorrogada por mais 30 dias, como já havia antecipado o Olhar Direto. Isso porque ajustes ainda precisam ser feitos, assim como uma estruturação. O secretário deixou claro também que os reeducandos que danificarem o ambiente serão punidos com a perda de benefícios.

Operação

A operação foi batizada de “Agente Douglas” em homenagem ao agente penitenciário executado por membros do Comando Vermelho, na cidade de Lucas do Rio Verde, com vário tiros de pistola 0,9 mm, quando chegava em sua residência.

A operação de reforma na Penitenciária Central do Estado foi iniciada no dia 12 de agosto. Estão sendo realizadas mudanças nas celas, pinturas e retirada de produtos que estão em desconformidade com o Manual de Procedimento Operacional Padrão do Sistema Penitenciário.

Além da reforma, a operação de revista geral tem o objetivo de fortalecer as ações de enfrentamento a crimes que possam ser cometidos dentro da unidade penal, além de se antecipar a possíveis atos delituosos.

A operação é realizada apenas na Penitenciária Central do Estado, não sendo estendida a nenhuma outra unidade no interior ou mesmo na Capital.

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