09/02/2017

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Desconhedico

Crônica da Semana lida no programa "A Voz do Povo", pela jornalista Tâmara Figueiredo.


Uma carta como lição de vida

Uma senhora idosa morreu sozinha em um abrigo.

Depois de sua morte, os cuidadores encontraram uma carta na gaveta dela e todas as enfermeiras e funcionários a leram um após o outro. Todos choraram enquanto liam.

Queridas enfermeiras o que vocês veem quando olham para mim? Uma velha amarga que não é muito inteligente e que tem hábitos estranhos? Que olha para o nada com olhos sombrios?

Uma velha que cospe fora a sua comida e não reage quando falam para ela: “Por favor, pelo menos prove”. É isso, o que vocês veem?

Se este for o caso, então olhem com mais atenção, porque essa não é quem eu sou. Eu vou dizer a vocês quem sou eu...

Eu sou uma menina de 10 anos, com um pai e uma mãe, com irmãos e irmãs que se amam.

Eu sou uma noiva de 20 anos, e meu coração dispara pois vou fazer uma promessa que vou cumprir pela vida inteira.

Agora eu tenho 30 anos. Eu tenho os meus filhos, que precisam de mim.

Eu sou uma mulher de 40 anos, as crianças estão crescendo tão rápido, mas o que nos mantém juntos irá durar para sempre.

Aos 60 anos tenho bebês em meu colo de novo.

E eu estou sentada aqui novamente com crianças e entes queridos ao meu redor. Acima de mim há nuvens escuras, meu marido está morto.

Quando eu penso no futuro, eu vejo horror. Meus filhos se foram, eles têm seus próprios filhos agora.

Agora eu sou apenas uma velha, a natureza não perdoa! A idade é uma piada de mau gosto, que isola a pessoa dentro de mim. O corpo começa a quebrar e você perde a força e a beleza. Mas apesar de tudo, a garota ainda está viva.

Eu me lembro dos dias felizes e tristes. Na minha cabeça, eu viajo de volta ao amor e revivo o meu passado. E eu aceito que nada pode durar para sempre.

Então abram os olhos e olhem com atenção! Essa não é uma velha frágil e amarga. Essa sou EU!!!Todas as pessoas tem uma vida de altos e baixos em seus passados. Elas merecem respeito e reverência. E lembre-se um dia, todos nos estaremos ocupando a mesma posição.

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